Firefly stories

Onde Encontrar Vaga-lumes no Verão em Parques e Quintais

Marcofly2409 · CC BY-SA 4.0

O final de julho é uma época super legal para olhar para o céu no seu próprio bairro. Todas as noites, quando o sol vai se pondo, milhares de luzinhas começam a piscar sobre quintais, parques e árvores. No nosso mapa de rastreamento Alitaptap, os voluntários passaram a semana inteira registrando onde viram vaga-lumes.

Nos dias 26 e 27 de julho, chegaram relatos de todos os tipos de lugares. As pessoas viram vaga-lumes em ruas movimentadas da cidade, como a Driggs Avenue, em Nova York. Encontraram esses insetos em quintais de bairros calmos em Greenfield, no Wisconsin, e em Leavenworth, no Kansas. Outros viram vaga-lumes em parques tranquilos, como o Lake Crabtree Park, na Carolina do Norte. Do outro lado do oceano, observadores registraram aparições no interior da Inglaterra, da Polônia e da Bélgica.

O lugar onde você mora define que tipo de vaga-lume você consegue ver e onde eles gostam de ficar. Vamos dar uma olhada em quatro lugares diferentes onde os vaga-lumes estão bem ativos agora, o que estão fazendo por lá e como você pode observá-los sem machucá-los.

Na Beira do Gramado e das Árvores: O Lar dos Que Piscam

Se você der uma voltinha no seu quintal ou em um parque do bairro bem na hora do pôr do sol, estará no lugar perfeito para encontrar vaga-lumes. A maioria das fotos e relatos recentes no nosso mapa vem de lugares onde a grama aberta se encontra com árvores, arbustos ou mato alto. Em cidades como Evanston, no Illinois, e Berlin, no Maryland, os observadores viram luzes verde-amareladas acenderem assim que o sol se escondeu.

Esses voadores noturnos costumam ser o vaga-lume-comum-do-leste. Os cientistas os chamam de Photinus pyralis. Eles adoram o limite onde a grama cortada encontra a sombra. Durante o dia quente, esses besouros se escondem bem perto das raízes úmidas da grama ou debaixo de folhas baixas. Essa sombra fresquinha e úmida evita que eles ressequem no calor do verão. Se a grama for cortada muito curtinha, ou se a terra ficar seca demais por causa do sol, os vaga-lumes perdem seu esconderijo do dia.

Quando a noite vem chegando, os besouros machos são os primeiros a voar. Eles voam devagarzinho, mais ou menos na altura dos seus joelhos ou da sua cintura. Enquanto voam, eles fazem um movimento bem especial: mergulham para baixo e depois sobem de novo, desenhando uma letra J brilhante no ar escuro.

Eles estão procurando as fêmeas que descansam na grama lá embaixo. Quando uma fêmea vê o pisca-pisca do macho, ela espera um par de segundos e pisca de volta lá da folhinha de grama dela. Funciona como um código secreto feito de luz! Se você quiser ver isso acontecer, fique perto da sombra das árvores, onde o chão fica escuro primeiro.

Matas Sombreadas: Encontrando Vaga-lumes Durante o Dia

Nem todos os vaga-lumes esperam o sol se pôr. Lá no Canadá, pessoas em Ontário, Nova Escócia e Quebec encontraram vaga-lumes-pretos no meio do dia.

Os vaga-lumes-pretos são bem diferentes dos seus parentes que voam de noite. O corpo deles é cinza-escuro, da cor de carvão, com manchinhas finas vermelhas ou amarelas bem atrás da cabeça. E o mais surpreendente: os adultos nem acendem luzes à noite! Em vez disso, eles voam por florestas sombreadas durante as tardes quentes.

Mas como eles se encontram sem acender luzes? Eles usam o olfato! As fêmeas do vaga-lume-preto soltam no ar substâncias com um cheiro especial chamadas feromônios. O besouro macho usa suas antenas grandes e deitadinhas como penas para sentir esses sinais cheirosos flutuando no vento.

Se você caminhar por uma trilha sombreada em uma tarde de verão, olhe bem de perto para os troncos das árvores e para as folhas grandes. Você pode encontrar um vaga-lume-preto andando pela casca da árvore. Eles vivem perto de troncos caídos e de camadas grossas de folhas onde a terra continua úmida. A terra úmida é superimportante porque protege os ovos deles e dá aos vaga-lumes filhotes um bom lugar para caçar.

Barrancos de Grama: Fêmeas Brilhantes do Outro Lado do Oceano

Nas mesmas noites, membros do Alitaptap em High Wycombe, no Reino Unido, na Grande Polônia e em Bertrix, na Bélgica, registraram aparições do verme-brilhante-europeu. Embora as pessoas os chamem de "vermes", eles na verdade são besouros e fazem parte da família dos vaga-lumes de verdade!

O verme-brilhante-europeu se comporta de um jeito totalmente diferente dos vaga-lumes da América do Norte. Os machos parecem besouros escuros normais com asas e voam por aí procurando as fêmeas. Mas as fêmeas não têm asas de jeito nenhum! Elas se parecem um pouco com lagartas achatadas.

Tarde da noite, a fêmea sobe em um ramo de grama ou em uma pedra com musgo na beira da estrada. Ela levanta o bumbum em direção ao céu noturno e acende uma luz verde brilhante e contínua. Ela não fica piscando! Em vez disso, ela brilha sem parar por horas até que um macho voando consiga enxergá-la lá de cima.

Se você mora na Europa ou visitar colinas de grama no campo, fique atento perto do chão. Procure por luzinhas verdes bem pequenas que ficam totalmente paradas na grama escura.

No Alto das Árvores: Os Moradores da Copa

Alguns vaga-lumes preferem ficar bem no alto, acima das nossas cabeças. Em Bucyrus Township, no Ohio, um observador relatou ter visto o vaga-lume-de-Say no dia 26 de julho.

Esses vaga-lumes são conhecidos por aparecer no começo do verão, mas alguns continuam ativos até o final de julho. Diferente do vaga-lume-comum-do-leste que voa perto da grama do quintal, o vaga-lume-de-Say gosta dos galhos de árvores bem grandes. Eles costumam ficar no alto de carvalhos, pinheiros ou árvores frutíferas e piscam luzes amarelas da cor de âmbar bem rapidinho.

Como eles ficam tão no alto, é fácil não notar se você estiver olhando só para o chão. Para encontrá-los, procure um lugar com árvores bem altas e antigas bem na hora em que o céu fica azul-escuro. Olhe para cima, entre as folhas, antes que o céu fique totalmente preto. Você pode ver piscas rápidos brilhando no alto das árvores, como pequenas estrelas.

Por Dentro do Brilho: Como os Vaga-lumes Fazem Luz Fria

Você já encostou em uma lâmpada antiga depois que ela ficou acesa por um tempo? Ela fica muito quente! Isso acontece porque as lâmpadas comuns perdem a maior parte da energia em forma de calor, em vez de luz. Se um vaga-lume ficasse quente assim, ele não conseguiria sobreviver.

Os vaga-lumes produzem luz através de um processo químico chamado bioluminescência. Essa é uma palavra bem comprida, mas significa simplesmente luz produzida por um ser vivo. Dentro da barriguinha do vaga-lume, duas substâncias químicas especiais se misturam com o oxigênio do ar. Quando essas substâncias se juntam, elas criam luz sem gerar calor nenhum! Os cientistas chamam isso de luz fria porque quase toda a energia vira brilho direto.

Agora, no final de julho, os vaga-lumes adultos usam essa luz fria para encontrar parceiros e dar origem à próxima geração. Logo logo, as fêmeas vão botar seus ovos na terra úmida debaixo de folhas caídas. Poucas semanas depois, esses ovos se transformam em larvas. A larva é a forma filhote e sem asas de um inseto, como uma lagarta antes de virar borboleta. As larvas de vaga-lume vivem na terra durante todo o outono e inverno, comendo caracóis pequenininhos, minhocas e lesmas.

Quatro Regras Simples para Observar Vaga-lumes com Segurança

A quantidade de vaga-lumes está diminuindo em muitos lugares por causa das luzes das cidades, dos produtos químicos usados nos gramados e da perda do habitat deles. Você pode ajudar a proteger os vaga-lumes do seu bairro enquanto os observa de perto! Aqui estão quatro regras fáceis para seguir:

  1. Apague as luzes de fora de casa. Luzes fortes na varanda e refletores dificultam que os vaga-lumes vejam os pisca-piscas uns dos outros. Apague as luzes externas e feche as cortinas ao anoitecer para que eles consigam se encontrar.
  1. Use uma lanterna de luz vermelha. A luz branca do celular ou de uma lanterna comum pode assustar os vaga-lumes e atrapalhar suas luzes por vários minutos. Cubra a lente da lanterna com fita plástica vermelha ou papel vermelho. A luz vermelha não incomoda os olhos dos vaga-lumes.
  1. Não passe repelente nas mãos. Os sprays químicos contra insetos podem machucar os vaga-lumes só de encostar neles. Se você precisar de repelente, passe nas roupas antes de sair de casa e lave as mãos antes de mexer em plantas ou insetos.
  1. Trate os vaga-lumes capturados com muito carinho. Se você pegar um vaga-lume em um pote de vidro limpo para observar, coloque um pedaço de papel-toalha úmido no fundo para manter o ar fresquinho. Não faça furos em uma tampa de metal, pois as pontas afiadas podem cortar as perninhas do inseto. Em vez disso, cubra a boca do pote com um pano ou deixe a tampa um pouco frouxa. E lembre-se: solte o vaga-lume de volta na grama depois de dez minutos!

Adicione Suas Aparições ao Mapa

Da próxima vez que você sair de casa ao anoitecer, preste bastante atenção ao que está ao seu redor. Você está perto de um gramado cortado, de uma floresta úmida ou debaixo de galhos altos?

Repare na cor dos pisca-piscas, na altura em que os insetos estão voando e no horário exato em que você os vê. Depois, entre no Alitaptap e adicione o seu relato ao nosso mapa. Cada registro ajuda os cientistas a proteger a casa dos vaga-lumes por muitos e muitos anos!

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Written with AI help from real firefly sighting data, then checked by a human before publishing.